domingo, 25 de julho de 2021

Saltos Ornamentais: História, posições e suas regras


História dos Saltos Ornamentais

Os moradores do litoral grego inventaram antes de Cristo e até hoje tem gente "voando" de plataformas e trampolins para a água. Os saltos ornamentais têm sua origem na Grécia Antiga, onde os moradores do litoral mergulhavam de rochedos para o fundo do mar. De lá, a prática foi iniciada no norte da Europa, principalmente na Alemanha e na Suécia, onde a ginástica era muito popular.

A modalidade estreou nos Jogos Olímpicos de Saint Louis, em 1904, somente com provas masculinas. A partir de 1912, em Estocolmo, as mulheres começaram também a competir. Até a Primeira Guerra Mundial os suecos e alemães dominaram o esporte. Após a guerra, os americanos se sobressaíram e, a partir dos anos 90 iniciou-se o domínio chinês. Desde os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, os saltos ornamentais têm sido um dos seis esportes mais concorridos pelo público.

Brasil - Os saltos ornamentais estavam entre os cinco esportes em que o país se fez representar em sua primeira participação olímpica, nos Jogos da Antuérpia, na Bélgica, em 1920. A primeira competição nacional da modalidade foi realizada em 1913, a na enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro, e o vencedor, Adolfo Wellisch, estava na equipe que foi para a Antuérpia.

Salto Ornamental é um esporte individual que consiste em saltar de uma plataforma elevada, fixa ou não (trampolin), em direção a uma piscina, realizando uma série de movimentos acrobáticos e estéticos. Tem uma certa semelhança com a ginástica olimpíca.

A altura da plataforma, em competições, chega a 10 metros. Os saltos são avaliados por sete juízes, que atribuem notas de 0 a 10 considerando quisitos como dificuldade nas manobras e o posicionamento do atleta ao cair na água. Cada atleta salta três vezes, sendo que são descartados o melhor e o pior salto. Sua nota é a média das notas dos sete juízes.

No século XVII, ginastas da Suécia e da Alemanha tiveram a ideia de fazer acrobacias mais ousadas pulando na água. Provavelmente desde a antiguidade, saltar na água de lugares altos como penhascos era uma forma de divertimento. Foi encarada como brincadeira até 1883, quando foram disputadas, na Inglaterra, as primeiras competições da categoria. Em 1901 foi fundada a Associação Amadora de Saltos. Passou a seu um esporte olimpíco nas Olimpíadas de Saint Louis, em 1904.

As regras dessa modalidade tiveram poucas modificações desde sua concepção.


Fisicamente, o salto ornamental exige elasticidade, coordenação e equilíbrio. As partes mais exigidas do saltador são os joelhos e o tendão de Aquiles. Deve ser feito um trabalho especial para fortalecer os joelhos e os quadris. No treinamento, além do ensaio dos movimentos, é necessária muita concentração.

O saltador deve ter, como um pré-requisito, o pescoço comprido, com um bom desenvolvimento muscular, e uma cabeça pequena, que possa ser coberta por seus braços no encontro com a água. Porém, o ideal é que não tenha uma grande estrutura física.

Algumas posições básicas do corpo são obrigatórias, como:

  • Grupada – salto com os joelhos juntos, voltados para o peito, com o corpo dobrado nos joelhos e quadris.

  • Esticada – corpo reto.

  • Livre – combinação das posições básicas.

  • Carpada – pernas retas e corpo dobrado na cintura.

Os saltos podem ser: para frente, para trás, reversos, para dentro, parafusos e equilíbrio do braço.


Acrobacias com menos impacto


Nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000, uma nova categoria foi introduzida: os saltos sincronizados. Duplas de homens e mulheres saltando simultaneamente e sendo julgados, não apenas pela qualidade técnica, estilo e grau de dificuldade do salto, mas também pelo sincronismo entre os parceiros.

A primeira participação em Jogos Olímpicos foi em Saint Louis 1904. Em Sidney 2000, a prova de saltos sincronizados passou a fazer parte do programa Olímpico.

Regras

Os saltos ornamentais consistem em um mergulho de um trampolim ou de uma plataforma em uma piscina. Eles são avaliados por sete juízes que distribuem notas de acordo com a técnica e a habilidade do atleta no movimento. Vence aquele que conseguir a maior nota entre todos os concorrentes.

Existem três tipos de provas olímpicas:
  • trampolim de 1 m
  • trampolim de 3 m
  • plataforma
Apenas as duas últimas, porém, serão disputadas no Pan do Rio de Janeiro. Além disso, as competições podem ser individuais ou sincronizadas. No último caso, dois atletas saltam juntos e devem realizar movimentos idênticos, podendo perder pontos caso isso não aconteça.

A diferença básica do trampolim para a plataforma é a rigidez da segunda em relação à primeira, que tem base flexível. Todas as provas são avaliadas da mesma maneira.

Em uma competição, os homens saltam seis vezes, enquanto as mulheres pulam na água em cinco oportunidades. Todos os competidores são avaliados do momento em que saltam da base até o instante em que a última parte do corpo desaparece dentro da piscina.

Os juízes, que não conversam entre si, divulgam notas de 0 a 10 imediatamente após o fim do salto. São descartadas a pior e a melhor nota de cada atleta e, feita a somatória, é decidido o campeão do torneio.

Antes da competição, todos os atletas devem apresentar aos juízes, até 24 h antes da prova, uma lista com todos os saltos que irão realizar. Caso o competidor não cumpra o previsto, sua nota será 0.

Local, táticas e equipamentos


Local

Os saltos ornamentais são praticados em uma torre de concreto, que normalmente acaba na altura da plataforma de salto, e que pode estar em locais fechados ou abertos. À frente desta construção fica a piscina, que deve ter, no mínimo, 5 m de profundidade para evitar acidentes. Além disso, a água precisa estar sempre em movimento para que os atletas a enxerguem.

Existem três tipos de base para mergulhos. A que fica no ponto mais alto da torre é a plataforma, que deve ter 6 m de comprimento por 2,6 m de largura e precisa estar situada a 10 m da superfície da piscina. A prancha deve ser coberta com material antiderrapante. Já o trampolim deve ser feito de alumínio, com 50 cm de largura e 4,8 m de comprimento. Precisa estar a 1 m ou 3 m acima da piscina, dependendo da prova em disputa.

Táticas

Os juízes avaliam os movimentos dos atletas de acordo com a beleza, a técnica, a graça e o estilo dos competidores. Por isso, é importante que o atleta escolha bem o salto que irá fazer, pois um erro pode comprometer toda a pontuação da competição. Segundo consta, existem cerca de 80 manobras diferentes possíveis na modalidade.

Os saltos mais comuns do esporte são o twist e o mortal. No primeiro, o atleta faz um giro em torno dele mesmo na horizontal, enquanto no mortal o giro acontece na vertical. Esses dois saltos básicos podem ser variados, sendo apresentados no sentido inverso e com as pernas esticadas ou dobradas.

Nesse aspecto, os saltos ornamentais se assemelham muito com a ginástica artística, na qual a repetição de um mesmo exercício é importante para a assimilação do movimento. Além disso, é necessário um bom preparo físico para praticar o esporte, já que o impacto com a água é forte o suficiente para machucar um atleta.

Equipamentos

O atleta de saltos ornamentais usa apenas uma sunga de mergulho (para os homens) ou um maiô (para as mulheres) como uniforme. Nem mesmo óculos são utilizados, pois podem causar lesões nos saltadores no momento do impacto.




domingo, 18 de julho de 2021

Esporte de Combate: Boxe

 ESPORTES DE COMBATE 

Os Esportes de Combate são as competições em que dois combatentes (atletas), duelam, lutam entre si (um contra o outro). Porém é importante ressaltar que nessas modalidades em disputa, assim como em toda modalidade esportiva, existem as regras. Caso contrário não será uma luta (duelo esportivo) e sim uma “briga”. São exemplos de Esportes de Combate: Boxe, Esgrima, Judô, Jiu-Jitsu, entre outras.

BOXE



O boxe é tradicionalmente um tipo de luta que tem como principal característica o combate “homem a homem” utilizando-se apenas dos punhos. Por ser um meio de combate, o boxe apenas passou a integrar o calendário moderno dos Jogos Olímpicos em 1920, na Olimpíada de Antuérpia (Bélgica). O Comitê Olímpico Internacional acreditava que o boxe era uma prática que incitava a violência, fato que contrariava o ideal de fraternidade, mote estreitamente vinculado ao espírito olímpico. Deve-se ressaltar que o boxe é uma luta bastante tradicional no Ocidente.

Há relatos de que ela era praticada entre jovens, na Creta Antiga. Outro elemento a ser considerado são os indicativos de que o boxe integrou os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Porém, tratando de um período mais recente, foi na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX que o boxe ficou bastante popular: era um combate de rua, lutado com as mãos desprotegidas, marcado pela violência dos golpes. A versão moderna do boxe foi oficializada em 1867, porém foram colocadas efetivamente em prática apenas em 1872, com as regras de Queensberry: o uso de luvas era obrigatório e o confronto era composto de rounds de três minutos cada. Atualmente, uma luta de boxe é constituída de dez rounds. Em alguns casos excepcionais, a partida pode ter até doze.

Uma curiosidade é que, mesmo sob o domínio da Associação Mundial de Boxe, as regras não são as mesmas entre as competições amadoras e profissionais. Variam, inclusive, entre as diferentes comissões organizadoras profissionais. Um fato muito comum é o de antes de uma grande luta, as regras gerais e particulares são expostas em uma reunião entre as duas partes que entrarão em confronto.

As organizadoras da luta também decidem sobre o tamanho do ringue, mas sua estrutura deve ser sempre a mesma em todas as lutas: trata-se de uma plataforma quadrada elevada com uma superfície de lona acolchoada. Em todo caso, a área máxima de um ringue deve ser de 6,10 metros quadrados.

Os principais golpes do boxe serão descritos a seguir:

Direto: Golpe muito veloz, dado frontalmente pelo punho que se localiza atrás da guarda;

Cruzado: Visa sempre a lateral da cabeça. Também é forte e veloz,como o direto; 

Jabe: Golpe comumente utilizado para manter a distância entre os lutadores, é caracterizado por ser um golpe frontal com o punho localizado à frente da guarda; 

Gancho: Movimento curvo de punho que atinge lateralmente o adversário;

Uppercut: Objetiva atingir o queixo do adversário, e por isso tem a direção de subida: o golpe é dado de baixo para cima. A luta pode ser ganha pela quantidade de round vencidos ou por nocaute “knock out”.

O nocaute ocorre quando um lutador que recebeu o golpe fica visivelmente sem condições de continuar a luta. A decisão é sempre tomada pelo juiz do confronto.

Algumas ações são impedidas por normas gerais. São elas: golpear o adversário abaixo da cintura; chutar; atacar o adversário quando ele estiver caído; morder a orelha; atacar com a parte interna da mão, antebraço ou cotovelos; agarrar-se nas cordas de limite; agarrar o adversário em excesso. 


Fonte: Disponível em: < https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/boxe.htm > Acesso em: 07jul. 2021. Autora. Paula Rondinelli. Consultora Brasil Escola.

domingo, 11 de julho de 2021

Karatê: História, características, regras e equipamentos

    O karatê é uma arte marcial de autodefesa originada no Japão, baseada em movimentos de socos, chutes, cotoveladas, joelhadas e golpes com a palma da mão aberta. Nesta matéria, serão abordados aspectos históricos, características, equipamentos e regras desse esporte.Acompanhe a seguir:
História do karatê
    Os princípios do Karatê remetem à ilha de Okinawa, no Japão do século XVIII, e ao Sensei Ginchin Funakoshi, fundador do estilo shotokan e considerado “Pai do Karatê moderno”. Nessa época, o uso de armas pela população japonesa havia sido proibido. Com isso, para se defender de situações como saques e assaltos, a população deveria usar o próprio corpo, mobilizando técnicas de autodefesa.
    Desse modo, diferentes mestres passaram a desenvolver técnicas de autodefesa sem uso de armas, promulgando a criação dos estilos da arte denominada kara (vazio, livre) te (mãos) – mãos vazias.
    Em 1902, Funakoshi realizou uma demonstração dessa arte marcial para o inspetor da prefeitura de Okinawa à época. O entusiasmo do inspetor com a prática foi traduzido em uma carta que escreveu ao Ministério da Educação do Japão, elogiando as virtudes dessa manifestação corporal, o que culminou na autorização oficial do ensino do karatê nas escolas do Japão.
    Além disso, outro fator que contribuiu para a popularização e difusão da prática foi a demonstração do karatê na Exibição Atlética Nacional de Tóquio, em 1921. Ainda, somam-se a esse movimento a abertura de clubes universitários, a associação dessa prática com o militarismo crescente no país e os filmes de artes marciais dos anos de 1960 e 1970, que difundiram o karatê em cenário global.
O karatê nas Olimpíadas

    Em 1970, foi criada a União Mundial das Organizações de Karatê (WUKO), órgão atualmente chamado de Federação Mundial de Karatê (World Karate Federation – WKF). Logo, inúmeros esforços se direcionaram à inclusão do karatê nos Jogos Olímpicos, até que, em 1985, a WUKO foi reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como entidade responsável pela regulamentação dessa prática, que passou, então, a ser considerada oficialmente um esporte.
    Com o reconhecimento do karatê como esporte, ele pôde ser indicado para inclusão nos Jogos Olímpicos. No entanto, apesar da indicação em 2009, sua participação está confirmada apenas para a edição Tóquio 2020, que acontecerá no período de julho a agosto de 2021. Nessa edição das Olimpíadas, serão disputadas as modalidades Kata, em que os atletas simulam um combate sem contato físico, e Kumite, que é a luta tradicional.
Principais características
    As principais características do Karatê dizem respeito às suas três modalidades ou etapas: Kirron, que designa o estudo dos fundamentos básicos (ataque e defesa); Kata, que se refere à luta imaginária; e Kumite, que é a luta em si. Além disso, outra característica diz respeito ao seu fundamento, o atemi waza, que faz menção a movimentos de socos, chutes, cotoveladas, joelhadas e golpes com a palma da mão aberta.
    No Karatê, o corpo é o único instrumento utilizado, além dos equipamentos de proteção, que serão abordados na sequência. Devido à instrumentalização do corpo, o Kata se constitui como base do karatê. Nele, o atemi waza é exercitado por meio de sequências de movimentos, para aumentar a agilidade e eficiência dos golpes e defesas. Assim, são realizados golpes contra um oponente imaginário para exercitar as técnicas do karatê.
   As técnicas do Karatê, por sua vez, são compostas por movimentações de dachi waza (bases), uke waza (defesa), katame waza (imobilizações), ate e atemi waza (contusões), com os subconjuntos tsuki waza e uchi waza (socos diretos e indiretos) e nage waza (projeções) – dividida em kari waza (rasteiras), kuruma waza (giros) e sutemi waza (sacrifícios). Essas técnicas são combinadas de diversas maneiras para formar movimentações que dão dinâmica às simulações de disputas.
Regras do karatê
    As regras do karatê dizem respeito às regiões em que os golpes são válidos e à pontuação atribuída a cada golpe. Do mesmo modo, há pontuações de penalização, que são atribuídas quando os caratecas (forma como são chamados os atletas de karatê) golpeiam regiões não autorizadas ou realizam movimentos não condizentes com os fundamentos desse esporte.
    Desse modo, as regras surgem com a necessidade de orientar a prática de combate, denominada Shiai-Kumite, que é uma variação esportiva do jyu kumite. Por sua vez, o jyu kumite representa um estágio avançado e mais dinâmico do Kumite, que é uma luta com movimentos predeterminados pelos lutadores.
    O principal objetivo do karatê é o aprimoramento técnico e a superação do adversário. As disputas são organizadas por categorias, definidas pela idade e pelo peso dos atletas. As categorias são: Juvenil (12-13 anos), Cadete (14-15 anos), Juniores (16-17 anos) e Seniores (maiores de 18 anos).
    Vence a luta o carateca que atingir oito pontos de diferença em relação ao adversário. Além desse critério, outra forma de definir o vencedor é por tempo de luta: cada categoria tem um tempo (2 a 3 minutos) e, ao final dele, quem tiver mais pontos vence.
    Os árbitros que atuam na luta compõem o “painel de arbitragem”, constituído por um árbitro central (responsável por conduzir a luta e atribuir pontos) e por quatro árbitros bandeiras (que sinalizam pontos, inflações e penalidades). Uma pontuação só pode ser atribuída pelo árbitro central se ao menos dois árbitros bandeiras a sinalizarem. Assim, o árbitro central deve verificar com os bandeiras a ocorrência de infrações e sinalizar a penalidade.

Equipamentos


    No karatê, são utilizados como equipamentos de segurança: protetor bucal, de mão, de pé e canela, o colete feminino, o protetor de seio (obrigatório) e o escrotal (opcional). As características oficiais desses equipamentos são estabelecidas pela WKF. Além disso, utiliza-se o kimono (karate gi, que significa roupa do karatê). O kimono é o tipo de uniforme das artes marciais, acompanhado da faixa correspondente ao grau do atleta.

Faixas do Karatê

    Conforme os praticantes avançam no aprendizado das técnicas e dos valores das artes marciais, vão realizando “exames de faixa” e, assim, aumentando o grau de desenvolvimento (passando de estágio) dentro das respectivas modalidades. Desse modo, os diferentes estágios (Kyu) do karatê são expressos pelo uso de faixas com cores distintas, as quais evidenciam aspectos como o aumento da complexidade técnica envolvida e tempo de prática na modalidade.
  Assim, o praticante vai aperfeiçoando suas habilidades e progredindo, do estágio iniciante (faixa branca) ao estágio mais avançado (faixa preta). As faixas do karatê são organizadas da seguinte maneira, simbolizando a progressão no esporte:
  • Faixa branca: iniciante;
  • Faixa amarela: 6° Kyu;
  • Faixa vermelha: 5° Kyu;
  • Faixa laranja: 4° Kyu;
  • Faixa verde: 3° Kyu;
  • Faixa roxa: 2° Kyu;
  • Faixa marrom: 1° Kyu;
  • Faixa preta: 1° Dan.


    É importante compreender que chegar ao estágio avançado não significa que o praticante para de se desenvolver dentro da modalidade, nem mesmo que atingiu a perfeição de suas técnicas. Conforme orientam as filosofias das artes marciais, é nesse estágio que os praticantes se encontram em pleno início desse desenvolvimento – quase como se retornassem à faixa branca -, já que prezam pela busca constante por harmonia e pelo aprimoramento das potencialidades humanas.
Vamos à luta!


Fonte: https://www.todoestudo.com.br/educacao-fisica/karate








quarta-feira, 9 de junho de 2021

Danças do Brasil - Samba, frevo, maracatu, forró, baião, xaxado etc

 "O Brasil é um absurdo/ Pode ser um absurdo/ Até aí tudo bem/ Nada mal/ O Brasil é um absurdo/ Mas ele não é surdo/ O Brasil tem um ouvido musical/ Que não é normal..." Com estes versos irônicos, o compositor baiano Caetano Veloso faz um elogio à musicalidade da cultura brasileira. 

De fato, o país é muito rico em ritmos musicais, que aqui se originaram e se tornaram conhecidos internacionalmente. O samba, por exemplo, juntamente com o futebol, é uma das expressões mais conhecidas do Brasil no exterior. Mas o samba é somente um de nossos típicos ritmos musicais, que ainda incluem o frevo, o maracatu, o baião... Vamos conhecer a seguir alguns desses ritmos.

Frevo

Vale transcrever a definição que Câmara Cascudo dá a essa dança de rua e de salão: "é a grande alucinação do carnaval pernambucano. Trata-se de uma marcha de ritmo sincopado, obsedante, violento e frenético, que é a sua característica principal. E a multidão ondulando, nos meneios da dança, fica a ferver. E foi dessa ideia de fervura (o povo pronuncia 'frevura', 'frever', etc.), que se criou o nome de 'frevo'." A coreografia é improvisada e quase acrobática, executada originalmente com roupas coloridas e uma sombrinha. Não se pode deixar de mencionar que, a partir da década de 1970, o frevo ganhou espaço também no carnaval baiano: Caetano Veloso e Gilberto Gil compuseram diversos frevos, a serem executados em trios elétricos.

Maracatu

Tem origem negra e religiosa. Grupos de negros acompanhavam os reis do Congo, eleitos pelos escravos, que eram coroados nas igrejas, em que depois faziam um batuque em homenagem à padroeira ou, em especial, a Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos homens negros. A tradição religiosa se perdeu e o grupo convergiu para o carnaval, mas conservou elementos próprios, diferentes dos de outros cordões ou blocos carnavalescos. À frente do grupo vão rei e rainha, príncipes, embaixadores, dançarinas e indígenas. Não há enredo. Simplesmente se desfila ao ritmo dos tambores. O ritmo surgiu em Pernambuco, mas também se encontra em outros estados do Nordeste.

Carimbó

Uma das danças brasileiras que nasceu em Belém foi o Carimbó, nas regiões de Salgado, composta por Marapanim, Curuçá e Algodoal. No início, as músicas do carimbó eram tocadas em tambores, além do reco-reco, viola, ganzá, banjo, maracás e flauta.  Já nas décadas de 60 e 70 as guitarras elétricas foram incluídas nesse ritmo ganhando grande inspiração de outros ritmos como o merengue e a cúmbia. Com a expansão pelo Nordeste, ele entusiasmou o nascimento da lambada que logo depois se difundiu por todo país.
Durante as apresentações, os homens usam camisas e calças lisas, e as mulheres blusas que mostram os ombros além das saias rodadas. Na coreografia, os casais ficam em filas à medida que o homem se aproxima da mulher batendo palmas. Ao realizar passos de volteio, as mulheres jogam um lenço no chão para que seu par possa pegar como forma de respeito.

Fandango

O Fandango surgiu no Brasil por volta de 1750, na região Sul. Segundo pesquisadores, sua origem advém da região Ibérica, mais precisamente de Portugal e Espanha. Conjunto de várias danças de natureza popular, nessa manifestação os dançarinos recebem o nome de folgadores e folgadeiras. Eles dançam e sapateiam em festas expondo passos como o Anu, Andorinha, Chimarrita, Tonta, Caranguejo, Vilão do Lenço, Sabiá, Marinheiro, etc. Para compor o ritmo da dança, o fandango dispõe de duas violas, além da rabeca, acordeão e pandeiro rural, mais conhecido como adufo ou maxixe.

Nessa manifestação artística os dançarinos usam trajes de tradição gaúcha e rodam sensualmente ao redor um do outro sem que exista contato físico. A movimentação dos casais é para atrair a atenção do outro. Essa dança apresenta influências dos passos de valsas e bailes. Devido a sua importância cultural, o fandango foi estabelecido como um bem imaterial do sul do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Forró

O nome forró deriva de forrobodó, "divertimento pagodeiro", segundo o folclorista Câmara Cascudo. O forró era em sua origem um baile animado por vários gêneros musicais, como o baião, o xote, e o xaxado. Nesse sentido, também era conhecido como "arrasta-pé" ou "bate-chinela". O forró, hoje, é praticamente um gênero musical que engloba os ritmos acima mencionados. Sua origem é o sertão nordestino e os instrumentos musicais utilizados são basicamente a sanfona ou acordeão, o triângulo e a zabumba. 

Alguns estudiosos atribuem a origem da palavra forró à pronúncia abrasileirada dos bailes "for all" (para todos), que, no começo do século, os engenheiros ingleses da estrada de ferro Great Western, promoviam para os operários em Pernambuco, na Paraíba e em Alagoas.

Baião, xote e xaxado 

O baião, segundo o folclorista Câmara Cascudo, associa os termos "baiano" e "rojão", pequenos trechos musicais executados por viola, no intervalo dos desafios entre os cantadores de improviso. Mas o gênero consagrou-se e ganhou novas características quando o sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga ) popularizou-o através do rádio em todo o Brasil. É este o ritmo que predomina hoje nos forrós.

O xote é um ritmo mais lento, para se dançar a dois, de origem alemã, mas que se radicou no Nordeste e mistura os passos de valsa e de polca. Quanto ao xaxado, originalmente, era uma dança exclusivamente masculina, executada pelos cangaceiros, sem acompanhamento instrumental para o canto, com o ritmo marcado pela coronha dos rifles, batidos no chão. O nome xaxado deve ser uma onomatopeia do xá-xá-xá que faziam as alpercatas de couro ao se arrastarem no chão. A dança, difundida por Lampião e seu bando, dispensava a presença feminina. Segundo Luiz Gonzaga, "nessa dança, a dama é o rifle".

Coco, lundu e maxixe 

Outra dança tradicional do Nordeste e do Norte, o coco, tem origem incerta: alguns dizem que veio da África com os escravos, e há quem defenda ser ela o resultado do encontro entre as culturas negra e índia. Apesar de frequente no litoral, o coco teria surgido no Quilombo dos Palmares, a partir do ritmo em que os cocos eram quebrados para a retirada da amêndoa. A sua forma musical é cantada, com acompanhamento de um ganzá ou pandeiro e da batida dos pés. Também conhecido como samba, pagode ou zambê, o coco originalmente se dá em uma roda de dançadores e tocadores, que giram e batem palmas.

Já o lundu foi o primeiro gênero afro-brasileiro de canção popular. Originalmente era uma dança sensual praticada por negros e mulatos em rodas de batuque, fixando-se como canção apenas no final do século 18. Posteriormente, no século 19, com harmonização erudita, chegou aos salões das elites cariocas. Contudo, o ritmo desapareceu no início do século 20, ou melhor, misturou-se ao tango e à polca e deu origem ao maxixe ). Este apareceu entre 1870 e 1880, como dança, e tornou-se gênero musical por volta de 1902.

Apesar de o tambor e os instrumentos de percussão, em geral, serem bem conhecidos dos portugueses, foram os africanos que introduziram no país a maior variedade que deles existe hoje, além das danças que têm na percussão a sua essência, caso do Tambor-de-crioulo. Este compõe-se de uma série de cantos e dança, ao som de triângulo, cabaça e tambores.

Além do folclore 

Se os ritmos anteriormente mencionados, por sua origem popular, rural e localizada em determinadas regiões, têm caráter explicitamente folclórico, talvez não se possa dizer o mesmo de um ritmo como o chorinho. O Chorinho surge no Rio de Janeiro, então capital federal, e deriva de uma interpretação da polca. Tornou-se popular, junto com as modinhas, por volta de 1870, com conjuntos que acompanhavam serenatas com violão, cavaquinho e flauta. É cultivado até os dias de hoje, tanto que em São Paulo e no Rio de Janeiro há casas noturnas especializadas em chorinhos ou que oferecem alguma noite da semana especificamente a este gênero.

O samba deriva de diversos ritmos africanos e seu nome vem da palavra "semba", que quer dizer "umbigada", ou dança de roda onde os participantes se tocam pela barriga. Ao longo do século 20, o samba evoluiu e ganhou várias formas, como o samba-canção, o samba de breque, o samba enredo e, mais recentemente, o pagode. Como se disse antes, o samba tornou-se um símbolo do Brasil e sua maior expressão se dá no carnaval, em especial do Rio de Janeiro e, mais recentemente, também em São Paulo.

A bossa nova também não pode deixar de ser mencionada entre os ritmos brasileiros, inclusive por seu prestígio internacional. Bossa nova foi o nome dado a um movimento musical lançado no Rio de Janeiro no fim dos anos 1950, por cantores e compositores de classe média. Suas características mais marcantes foram dadas por João Gilberto que integrava melodia, harmonia e ritmo e uma maneira mais intimista de cantar. As letras extraíam seu lirismo do cotidiano. Além do já citado João Gilberto, teve como seus maiores expoentes Tom Jobim e Vinícius de Moraes .


Fontes: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/cultura-brasileira/ritmos-do-brasil-samba-frevo-maracatu-forro-baiao-xaxado-etc.htm / https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/dancas-brasileiras

quarta-feira, 19 de maio de 2021

CORPO E HIGIENE DE QUEM PRATICA ATIVIDADE FÍSICA

Higiene é um termo utilizado para designar um conjunto de medidas e conhecimentos recorrentes na promoção e manutenção da saúde. O termo higiene tem origem na palavra grega hygies, que significa sadio, também está relacionado à deusa da mitologia grega Hígia. Tal divindade era considerada a protetora da saúde e do bem-estar orgânico.

A palavra higiene sempre esteve muito relacionada à especificação da higiene pessoal, ou seja, aos hábitos que promovem e mantêm a saúde do indivíduo. Como a saúde vai muito além do fato de não se estar doente, estando relacionada também ao bem-estar físico, mental e social, atualmente, a definição de higiene vai muito além, ganhando novos adjetivos e significados e, assim, vinculando-se também a um bem-estar maior.

Praticar atividade física é saúde e qualidade de vida.

A higiene é fundamental para proteger e melhorar a saúde e qualidade de vida.

Veja algumas dicas importantes:

• Realizar higiene facial e corporal, no banho, de preferência com sabão neutro;
• Escove os dentes, incluindo a língua;
• Escolha calçados e roupas certas, confortáveis;
• Alongue antes e depois da atividade física;
• Tenha uma alimentação saudável, frutas, saladas, verduras e de prato quente escolha proteínas, carnes, aves;
• Hidratar, tomar muita água, ao menos oito copos de água ao dia;
• Fazer proteção solar é indispensável, tenha sol ou não;
• Pratique atividade física com frequência.
A saúde é um bem que deve ser cuidado com zelo.
É necessário se apropriar da responsabilidade do cuidado contínuo da sua saúde, sabendo que manter o corpo saudável é melhor do que ter que se submeter a tratamentos para recuperá-lo depois.
Mesmo com serviços médicos, hospitalares e exames à disposição, você ainda é o maior responsável por sua saúde, por isso é preciso estar atento ao seu corpo e aos sinais que ele apresenta.

 

Fontes: http://blog.viasaudegi.com.br/como-deve-ser-higiene-de-quem-pratica-atividade-fisica/ / https://escolakids.uol.com.br/ciencias/tipos-de-higiene.htm