Mostrando postagens com marcador Fund. Anos Finais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fund. Anos Finais. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de julho de 2021

Karatê: História, características, regras e equipamentos

    O karatê é uma arte marcial de autodefesa originada no Japão, baseada em movimentos de socos, chutes, cotoveladas, joelhadas e golpes com a palma da mão aberta. Nesta matéria, serão abordados aspectos históricos, características, equipamentos e regras desse esporte.Acompanhe a seguir:
História do karatê
    Os princípios do Karatê remetem à ilha de Okinawa, no Japão do século XVIII, e ao Sensei Ginchin Funakoshi, fundador do estilo shotokan e considerado “Pai do Karatê moderno”. Nessa época, o uso de armas pela população japonesa havia sido proibido. Com isso, para se defender de situações como saques e assaltos, a população deveria usar o próprio corpo, mobilizando técnicas de autodefesa.
    Desse modo, diferentes mestres passaram a desenvolver técnicas de autodefesa sem uso de armas, promulgando a criação dos estilos da arte denominada kara (vazio, livre) te (mãos) – mãos vazias.
    Em 1902, Funakoshi realizou uma demonstração dessa arte marcial para o inspetor da prefeitura de Okinawa à época. O entusiasmo do inspetor com a prática foi traduzido em uma carta que escreveu ao Ministério da Educação do Japão, elogiando as virtudes dessa manifestação corporal, o que culminou na autorização oficial do ensino do karatê nas escolas do Japão.
    Além disso, outro fator que contribuiu para a popularização e difusão da prática foi a demonstração do karatê na Exibição Atlética Nacional de Tóquio, em 1921. Ainda, somam-se a esse movimento a abertura de clubes universitários, a associação dessa prática com o militarismo crescente no país e os filmes de artes marciais dos anos de 1960 e 1970, que difundiram o karatê em cenário global.
O karatê nas Olimpíadas

    Em 1970, foi criada a União Mundial das Organizações de Karatê (WUKO), órgão atualmente chamado de Federação Mundial de Karatê (World Karate Federation – WKF). Logo, inúmeros esforços se direcionaram à inclusão do karatê nos Jogos Olímpicos, até que, em 1985, a WUKO foi reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como entidade responsável pela regulamentação dessa prática, que passou, então, a ser considerada oficialmente um esporte.
    Com o reconhecimento do karatê como esporte, ele pôde ser indicado para inclusão nos Jogos Olímpicos. No entanto, apesar da indicação em 2009, sua participação está confirmada apenas para a edição Tóquio 2020, que acontecerá no período de julho a agosto de 2021. Nessa edição das Olimpíadas, serão disputadas as modalidades Kata, em que os atletas simulam um combate sem contato físico, e Kumite, que é a luta tradicional.
Principais características
    As principais características do Karatê dizem respeito às suas três modalidades ou etapas: Kirron, que designa o estudo dos fundamentos básicos (ataque e defesa); Kata, que se refere à luta imaginária; e Kumite, que é a luta em si. Além disso, outra característica diz respeito ao seu fundamento, o atemi waza, que faz menção a movimentos de socos, chutes, cotoveladas, joelhadas e golpes com a palma da mão aberta.
    No Karatê, o corpo é o único instrumento utilizado, além dos equipamentos de proteção, que serão abordados na sequência. Devido à instrumentalização do corpo, o Kata se constitui como base do karatê. Nele, o atemi waza é exercitado por meio de sequências de movimentos, para aumentar a agilidade e eficiência dos golpes e defesas. Assim, são realizados golpes contra um oponente imaginário para exercitar as técnicas do karatê.
   As técnicas do Karatê, por sua vez, são compostas por movimentações de dachi waza (bases), uke waza (defesa), katame waza (imobilizações), ate e atemi waza (contusões), com os subconjuntos tsuki waza e uchi waza (socos diretos e indiretos) e nage waza (projeções) – dividida em kari waza (rasteiras), kuruma waza (giros) e sutemi waza (sacrifícios). Essas técnicas são combinadas de diversas maneiras para formar movimentações que dão dinâmica às simulações de disputas.
Regras do karatê
    As regras do karatê dizem respeito às regiões em que os golpes são válidos e à pontuação atribuída a cada golpe. Do mesmo modo, há pontuações de penalização, que são atribuídas quando os caratecas (forma como são chamados os atletas de karatê) golpeiam regiões não autorizadas ou realizam movimentos não condizentes com os fundamentos desse esporte.
    Desse modo, as regras surgem com a necessidade de orientar a prática de combate, denominada Shiai-Kumite, que é uma variação esportiva do jyu kumite. Por sua vez, o jyu kumite representa um estágio avançado e mais dinâmico do Kumite, que é uma luta com movimentos predeterminados pelos lutadores.
    O principal objetivo do karatê é o aprimoramento técnico e a superação do adversário. As disputas são organizadas por categorias, definidas pela idade e pelo peso dos atletas. As categorias são: Juvenil (12-13 anos), Cadete (14-15 anos), Juniores (16-17 anos) e Seniores (maiores de 18 anos).
    Vence a luta o carateca que atingir oito pontos de diferença em relação ao adversário. Além desse critério, outra forma de definir o vencedor é por tempo de luta: cada categoria tem um tempo (2 a 3 minutos) e, ao final dele, quem tiver mais pontos vence.
    Os árbitros que atuam na luta compõem o “painel de arbitragem”, constituído por um árbitro central (responsável por conduzir a luta e atribuir pontos) e por quatro árbitros bandeiras (que sinalizam pontos, inflações e penalidades). Uma pontuação só pode ser atribuída pelo árbitro central se ao menos dois árbitros bandeiras a sinalizarem. Assim, o árbitro central deve verificar com os bandeiras a ocorrência de infrações e sinalizar a penalidade.

Equipamentos


    No karatê, são utilizados como equipamentos de segurança: protetor bucal, de mão, de pé e canela, o colete feminino, o protetor de seio (obrigatório) e o escrotal (opcional). As características oficiais desses equipamentos são estabelecidas pela WKF. Além disso, utiliza-se o kimono (karate gi, que significa roupa do karatê). O kimono é o tipo de uniforme das artes marciais, acompanhado da faixa correspondente ao grau do atleta.

Faixas do Karatê

    Conforme os praticantes avançam no aprendizado das técnicas e dos valores das artes marciais, vão realizando “exames de faixa” e, assim, aumentando o grau de desenvolvimento (passando de estágio) dentro das respectivas modalidades. Desse modo, os diferentes estágios (Kyu) do karatê são expressos pelo uso de faixas com cores distintas, as quais evidenciam aspectos como o aumento da complexidade técnica envolvida e tempo de prática na modalidade.
  Assim, o praticante vai aperfeiçoando suas habilidades e progredindo, do estágio iniciante (faixa branca) ao estágio mais avançado (faixa preta). As faixas do karatê são organizadas da seguinte maneira, simbolizando a progressão no esporte:
  • Faixa branca: iniciante;
  • Faixa amarela: 6° Kyu;
  • Faixa vermelha: 5° Kyu;
  • Faixa laranja: 4° Kyu;
  • Faixa verde: 3° Kyu;
  • Faixa roxa: 2° Kyu;
  • Faixa marrom: 1° Kyu;
  • Faixa preta: 1° Dan.


    É importante compreender que chegar ao estágio avançado não significa que o praticante para de se desenvolver dentro da modalidade, nem mesmo que atingiu a perfeição de suas técnicas. Conforme orientam as filosofias das artes marciais, é nesse estágio que os praticantes se encontram em pleno início desse desenvolvimento – quase como se retornassem à faixa branca -, já que prezam pela busca constante por harmonia e pelo aprimoramento das potencialidades humanas.
Vamos à luta!


Fonte: https://www.todoestudo.com.br/educacao-fisica/karate








quinta-feira, 6 de maio de 2021

DANÇA INDÍGENA: Aspectos e principais danças

 Aspecto cultural


dança indígena tem o objetivo de realizar rituais que podem ser por várias razões, como: fazer homenagem às pessoas mortas, agradecer pela colheita, pesca, além de outros motivos. 

Dessa maneira, entende-se que a dança indígena possui intenções diferentes de outras danças porque é uma prática que abrange rituais e costumes. 

A singularidade da dança indígena 


dança é uma ato artístico que envolve a expressão corporal, realizada por diversos movimentos. Essa ação pode ser acompanhada por música de diferentes ritmos. Dançarinos usam esse artifício para, na maioria das vezes, executarem apresentações sejam em teatros, ruas, ou em outros lugares.

Ao tratar da dança indígena entende-se que ela possui uma singularidade comparada a outras danças brasileiras ou qualquer outro estilo. Os índios realizam esse ato com o objetivo de praticar um ritual. Os intuitos são os mais variados, como: espantar maus espíritos, expulsar doenças, agradecer a colheita, a caça, marcar mudança de fase do jovem para a idade adulta, dentre outros motivos. 


                        A dança indígena objetiva realizar rituais. (Foto: Agência Brasil)


A dança indígena é realizada tanto pelos homens, quanto pelas mulheres. É comum que eles utilizem adereços para praticar os rituais. Os mais conhecidos são: amuletos, símbolos, instrumentos musicais, além de outros itens. A depender do objetivo do ritual, as peças podem variar. 

As danças mais conhecidas


Existem diversas danças praticadas pelos indígenas no Brasil. No entanto, algumas tornaram-se mais conhecidas. Duas delas são: toré e o Kuarup.

Kuarup

No Brasil, uma das danças mais conhecidas e praticadas pelos índios é o Kuarup. Ele foi é um ritual celebrado pelos indígenas do Alto do Xingu, com a finalidade de fazer homenagens às pessoas mortas. Essa prática é fundamentada a partir da imagem de um deus chamado de Mawutzinin

O Kuarup, em resumo, é uma dança que tem a finalidade de trazer aqueles que morreram à vida. No começo da celebração, os índios recebem com danças outros indígenas de outras aldeias. Após isso, eles cortam um troco chamado de Kuarup e nele são feitas decorações específicas. 

Obs.: a dança indígena Kuarup tem vários estágios. Mas o final é marcado pela ação dos índios laçarem o tronco às águas. 

Toré

Não apenas o Kuarup, mas o toré também é visto como um dos rituais mais conhecidos. Essa dança está associada a união entre os índios da região nordeste do país e a cultura de diversos povos indígenas. A tabela abaixo apresenta nomes e os locais em que habitam.

Povos indígenas

Região

Xukuru-kariri

Localizados em Palmeira dos Índios, no estado de Alagoas.

Pankararú

Situados nos municípios de Tacaratu e Petrolândia que ficam no estado de Pernambuco. Também estão na cidade de Bom Jesus da Lapa, no estado da Bahia.

Pankararé

Índios localizados em Nova Glória e Glória, ambos no estado da Bahia.

Kariri-xocó

Centralizados no Porto Real do Colégio, no estado de Alagoas.

Tuxá

Povo indígena situado no município de Ibotirama e de Rodelas, os dois estão no estado da Bahia.

Geripancó

Índios da região do estado de Alagoas.

Kiriri

Grupo que habita nos limites dos municípios de Ribeira do Pombal, Quijingue e Banzaê, na Bahia.

Kantaruré

Índios que habitam no município de Glória, no estado da Bahia.

Pataxó

Extremo sul do estado da Bahia e ao norte de Minas Gerais;

Tumbalalá

Estado da Bahia, entre as terras dos municípios de Abaré e Curaçá.

Tupinambá

Grupo indígena localizado na Bahia.

Wassu Cocal

Distribuídos geograficamente no estado de Alagoas.

Pataxó Hã-hã-hãe

Indígenas localizados na região fazenda Baiana e Terra indígena Caramuru-Paraguaçu, no sudeste do estado da Bahia.


Danças folclóricas


folclore brasileiro reúne várias danças que são de origem indígena. São exemplos: cateretê, caiapós, cururu e jacundá.

Cateretê

Cateretê é uma dança do folclore brasileiro que teve origem da dança indígena. Nesse estilo, as performances são realizadas a partir da formação de duas filas, uma só de homens e a outra de mulheres. Ao som de palmas e bate-pés os dançarinos realizam a apresentação. O  cateretê é muito conhecido nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. 

Caiapós

A dança caiapós, por sua vez, é formada a partir de duas figuras centrais: O curumim (menino em tupi guarani) e o cacique. Na dança, o menino interpreta que está sendo perseguido por um homem branco e morre. Os demais dançarinos ficam em torno dele. A partir de então entra a figura do cacique que dança ao redor do difundo até ressuscitá-lo. 

Cururu

O cururu é outra dança de origem indígena e a performance abrange a participação exclusiva de homens. Os dançarinos formam duas filas indianas. A máxima da apresentação ocorre no momento em que chega o Divino e quando o cururueiro canta e faz saudações por conta da chegada dele. Esse estilo é típico das regiões do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas teve origem em São Paulo.

Jacundá

Já o estilo jacundá é uma dança do folclore brasileiro que é formada a partir da dança de roda. Para iniciar apresentação, as pessoas criam um círculo e dois dançarinos ficam no meio. A dupla ao mesmo tempo que dança no centro da roda, tenta sair dele. 

As pessoas que formam a roda não podem deixar a dupla sair. Mas, caso ocorra, quem permitiu deve entrar na roda e dançar no lugar.

Mais dança indígena


Existem várias danças indígenas que os índios brasileiros executam. Uma delas é a Atiaru.

Dança Atiaru

A Atiaru é uma dança indígena bastante conhecida. Ela é realizada a partir do entardecer e é composta por homens e mulheres. Dois índios iniciam a dança. Eles normalmente utilizam adereços, como: chocalhos nos tornozelos e cocares com penas, além de carregam em uma das mãos a flauta yapuru. Durante a dança, com o som de chocalhos, o índio coloca uma das mãos sobre o ombro do outro e desenvolve passos para a direita e esquerda. 

Outro dois índios participam da dança, onde ficam sentados ao lado da cabana comunitária denominada de “maloca”. Os dois primeiros índios saem em direção a maloca acompanhados cada um, por uma índia. Elas, por sua vez, seguem com uma das mãos colocadas no ombro do parceiro. Os demais que participam dessa dança indígena executam o mesmo do ritual.


Fonte: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/danca-indigena

Danças Africanas: Tipos e Características

 As danças africanas integram a extensa cultura do continente africano e representam uma das muitas maneiras de comunicação cultural.

Esse tipo de manifestação é de extrema importância para o seu povo, constituindo parte essencial da vida.

É uma maneira de estarem sempre conectados com seus antepassados e carrega uma poderosa carga espiritual, emocional e artística, além do entretenimento e diversão.

Apresentação de Dança Africana em Porto Elizabeth, África do Sul

Características das Danças Africanas

As danças africanas tradicionais são realizadas em ocasiões importantes. Destacam-se as cerimônias em rituais de passagem, nascimento, casamento, morte, colheita, guerra, alegria, tristeza, doenças e agradecimentos.

Apesar de o continente africano ter uma grande extensão com diversos países e culturas diferentes, podemos destacar como pontos comuns na dança da maioria dos povos africanos:

  • a organização em círculos, semicírculos ou fileiras;
  • a participação de todos, independente da idade ou escala social na comunidade;
  • o acompanhamento de música produzida pelo som de instrumentos de percussão e batuques de tambores.

A partir do estilo de dança africano evoluíram ritmos hoje bastante conhecidos pelo brasileiro, como a capoeira e o próprio samba.

Dança Africana e Religião


Na cultura africana, os pés são um importante elemento de conexão entre o ser humano e o mundo espiritual

Na visão da maioria dos povos africanos, a dança é uma importante fonte de conexão religiosa. Nela, o corpo é o instrumento de ligação com o mundo dos espíritos.

Há a crença de que, dependendo do ritual, a dança deve ser executada com os pés descalços para promover a ligação do espírito com a terra.

O ritmo é considerado elemento de passagem para o mundo espiritual para onde o participante é levado após um transe.

Entre os muitos ritmos de origem africana, podem ser destacados: o ahouach, o guedra, o schikatt, a gnawa, a kizomba e o semba.

Ahouach

O ahouach é dançado coletivamente ao ritmo de berbere e representa a unidade da comunidade.

A coreografia é executada com o sacolejo dos corpos de bailarinos que carregam pesadas joias talhadas em pedra e âmbar.

O acompanhamento é feito por instrumentos como flautas e tambores confeccionados em pele de cabra. Em geral, é executada no centro e no sul da África.


O guedra é realizado pelo “Povo Azul” do deserto do Saara. Essa manifestação cultural engloba as populações da Mauritânia, Marrocos e Egito.

Essa é uma dança ritualística em que as pessoas movimentam-se em agradecimento aos elementos da natureza: terra, ar, água e fogo. É caracterizada pelo toque de tambores a embalar bailarinos trajados de azul e branco.

Schikatt

Também de origem marroquina, o schikatt é semelhante à dança flamenca. Nesse ritmo, os bailarinos revelam movimentos com influência oriental e árabe.

Adornadas de véus coloridos que cobrem todo o corpo, as bailarinas também se cobrem de joias enquanto balançam sob o som de palmas e instrumentos de percussão. Essa é a dança erótica da mulher do Marrocos.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Nado Sincronizado

 


História

Se comparado a outros esportes, o nado sincronizado pode ser considerado ainda um bebê. A primeira aparição da modalidade nas Olimpíadas foi em Los Angeles-1984. O nado sincronizado tem outra particularidade que vem desde o seu nascimento: o caráter artístico. Isso porque a modalidade surgiu, entre o fim do século 19 e o início do século 20, como um verdadeiro balé aquático.

No início, as apresentações eram feitas por homens, mas logo as mulheres passaram a dominar. O primeiro registro de apresentação de balé subaquático é de 1907, em Nova York. Naquele ano, a australiana Annette Kellerman se apresentou no New York Hippodrome dentro de um tanque de vidro.

Mas o nado sincronizado não se transformou no que é hoje tão facilmente. Mesmo com algumas apresentações em competições de natação ao longo dos anos, foi somente em 1934, na Feira Mundial de Chicago, que o termo “nado sincronizado” foi utilizado pela primeira vez. A partir dali, o esporte tomou forma e os atletas começaram a se aperfeiçoar técnica e fisicamente.

Após a primeira competição oficial ter sido disputada em 1940, o nado sincronizado não perdeu tempo e buscou logo virar um esporte olímpico. O caminho não foi fácil. De 1952 a 1968, participou como esporte de demonstração. A primeira conquista oficial foi em 1955, nos Jogos Pan-Americanos do México. Alguns anos mais tarde, em 1973, já sob o comando da Federação Internacional de Natação (Fina), foi disputado o primeiro Campeonato Mundial da modalidade. Com a globalização do nado sincronizado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) acrescentou o esporte à lista oficial em 1982. A estreia, portanto, ocorreu em Los Angeles-1984.

As provas



O nado sincronizado olímpico é disputado em duas categorias:
- Dueto
- Equipe: no mínimo quatro e no máximo oito atletas

As atletas têm que fazer duas apresentações:
- Rotina técnica: 2min20s para duetos e 2min50s para equipes. As atletas precisam efetuar movimentos obrigatórios, estabelecidos pelos árbitros.
- Rotina livre: 3min30s para duetos e 4min para equipes. As atletas efetuam movimentos e formações escolhidas pela equipe.

Curiosidades


A canadense Sylvie Fréchette perdeu uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona-1992 por um descuido de uma brasileira. Árbitra da competição, Ana Maria da Silveira se equivocou ao dar nota para a bela apresentação da canadense e digitou 8,7 em vez de 9,7, como pretendia.

A própria Ana Maria percebeu e admitiu o equívoco, já sob os protestos de Sylvie, mas não teve jeito. O lugar mais alto do pódio acabou mesmo com a norte-americana Kristen Babb-Sprague, que em um gesto de reconhecimento à boa apresentação da rival, a colocou no topo do pódio. A injustiça com a nadadora canadense foi desfeita três anos depois, em 1995, quando o COI entregou-lhe a medalha de ouro.

Hegemonia russa

Das sete edições dos Jogos Olímpicos em que o nado sincronizado participou, a Rússia dominou o pódio, tanto no dueto quanto por equipes, nas últimas quatro. De Sydney-2000, passando por Atenas-2004 e Pequim-2008, até chegar a Londres-2012, as russas levaram para casa todas as medalhas de ouro disputadas.

Uma das grandes responsáveis por esse sucesso é Anastasia Davydova. Aos 30 anos, a nadadora é a maior vencedora olímpica do nado sincronizado. Nos Jogos de Atenas-2004 e Pequim-2008, Davydova venceu tanto a prova de duetos quanto a prova por equipes pela Rússia, somando quatro ouros. Em Londres-2012, ela voltou à disputa, desta vez somente por equipes, e saiu vencedora mais uma vez, chegando à quinta medalha dourada, um recorde para um atleta russo.

Entre 2001 e 2009, Davydova foi campeã mundial 12 vezes. Depois da última edição dos Jogos, no entanto, a russa anunciou a aposentadoria e virou técnica.



Fonte: http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/modalidades/nado-sincronizado