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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Danças do Brasil - Samba, frevo, maracatu, forró, baião, xaxado etc

 "O Brasil é um absurdo/ Pode ser um absurdo/ Até aí tudo bem/ Nada mal/ O Brasil é um absurdo/ Mas ele não é surdo/ O Brasil tem um ouvido musical/ Que não é normal..." Com estes versos irônicos, o compositor baiano Caetano Veloso faz um elogio à musicalidade da cultura brasileira. 

De fato, o país é muito rico em ritmos musicais, que aqui se originaram e se tornaram conhecidos internacionalmente. O samba, por exemplo, juntamente com o futebol, é uma das expressões mais conhecidas do Brasil no exterior. Mas o samba é somente um de nossos típicos ritmos musicais, que ainda incluem o frevo, o maracatu, o baião... Vamos conhecer a seguir alguns desses ritmos.

Frevo

Vale transcrever a definição que Câmara Cascudo dá a essa dança de rua e de salão: "é a grande alucinação do carnaval pernambucano. Trata-se de uma marcha de ritmo sincopado, obsedante, violento e frenético, que é a sua característica principal. E a multidão ondulando, nos meneios da dança, fica a ferver. E foi dessa ideia de fervura (o povo pronuncia 'frevura', 'frever', etc.), que se criou o nome de 'frevo'." A coreografia é improvisada e quase acrobática, executada originalmente com roupas coloridas e uma sombrinha. Não se pode deixar de mencionar que, a partir da década de 1970, o frevo ganhou espaço também no carnaval baiano: Caetano Veloso e Gilberto Gil compuseram diversos frevos, a serem executados em trios elétricos.

Maracatu

Tem origem negra e religiosa. Grupos de negros acompanhavam os reis do Congo, eleitos pelos escravos, que eram coroados nas igrejas, em que depois faziam um batuque em homenagem à padroeira ou, em especial, a Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos homens negros. A tradição religiosa se perdeu e o grupo convergiu para o carnaval, mas conservou elementos próprios, diferentes dos de outros cordões ou blocos carnavalescos. À frente do grupo vão rei e rainha, príncipes, embaixadores, dançarinas e indígenas. Não há enredo. Simplesmente se desfila ao ritmo dos tambores. O ritmo surgiu em Pernambuco, mas também se encontra em outros estados do Nordeste.

Carimbó

Uma das danças brasileiras que nasceu em Belém foi o Carimbó, nas regiões de Salgado, composta por Marapanim, Curuçá e Algodoal. No início, as músicas do carimbó eram tocadas em tambores, além do reco-reco, viola, ganzá, banjo, maracás e flauta.  Já nas décadas de 60 e 70 as guitarras elétricas foram incluídas nesse ritmo ganhando grande inspiração de outros ritmos como o merengue e a cúmbia. Com a expansão pelo Nordeste, ele entusiasmou o nascimento da lambada que logo depois se difundiu por todo país.
Durante as apresentações, os homens usam camisas e calças lisas, e as mulheres blusas que mostram os ombros além das saias rodadas. Na coreografia, os casais ficam em filas à medida que o homem se aproxima da mulher batendo palmas. Ao realizar passos de volteio, as mulheres jogam um lenço no chão para que seu par possa pegar como forma de respeito.

Fandango

O Fandango surgiu no Brasil por volta de 1750, na região Sul. Segundo pesquisadores, sua origem advém da região Ibérica, mais precisamente de Portugal e Espanha. Conjunto de várias danças de natureza popular, nessa manifestação os dançarinos recebem o nome de folgadores e folgadeiras. Eles dançam e sapateiam em festas expondo passos como o Anu, Andorinha, Chimarrita, Tonta, Caranguejo, Vilão do Lenço, Sabiá, Marinheiro, etc. Para compor o ritmo da dança, o fandango dispõe de duas violas, além da rabeca, acordeão e pandeiro rural, mais conhecido como adufo ou maxixe.

Nessa manifestação artística os dançarinos usam trajes de tradição gaúcha e rodam sensualmente ao redor um do outro sem que exista contato físico. A movimentação dos casais é para atrair a atenção do outro. Essa dança apresenta influências dos passos de valsas e bailes. Devido a sua importância cultural, o fandango foi estabelecido como um bem imaterial do sul do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Forró

O nome forró deriva de forrobodó, "divertimento pagodeiro", segundo o folclorista Câmara Cascudo. O forró era em sua origem um baile animado por vários gêneros musicais, como o baião, o xote, e o xaxado. Nesse sentido, também era conhecido como "arrasta-pé" ou "bate-chinela". O forró, hoje, é praticamente um gênero musical que engloba os ritmos acima mencionados. Sua origem é o sertão nordestino e os instrumentos musicais utilizados são basicamente a sanfona ou acordeão, o triângulo e a zabumba. 

Alguns estudiosos atribuem a origem da palavra forró à pronúncia abrasileirada dos bailes "for all" (para todos), que, no começo do século, os engenheiros ingleses da estrada de ferro Great Western, promoviam para os operários em Pernambuco, na Paraíba e em Alagoas.

Baião, xote e xaxado 

O baião, segundo o folclorista Câmara Cascudo, associa os termos "baiano" e "rojão", pequenos trechos musicais executados por viola, no intervalo dos desafios entre os cantadores de improviso. Mas o gênero consagrou-se e ganhou novas características quando o sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga ) popularizou-o através do rádio em todo o Brasil. É este o ritmo que predomina hoje nos forrós.

O xote é um ritmo mais lento, para se dançar a dois, de origem alemã, mas que se radicou no Nordeste e mistura os passos de valsa e de polca. Quanto ao xaxado, originalmente, era uma dança exclusivamente masculina, executada pelos cangaceiros, sem acompanhamento instrumental para o canto, com o ritmo marcado pela coronha dos rifles, batidos no chão. O nome xaxado deve ser uma onomatopeia do xá-xá-xá que faziam as alpercatas de couro ao se arrastarem no chão. A dança, difundida por Lampião e seu bando, dispensava a presença feminina. Segundo Luiz Gonzaga, "nessa dança, a dama é o rifle".

Coco, lundu e maxixe 

Outra dança tradicional do Nordeste e do Norte, o coco, tem origem incerta: alguns dizem que veio da África com os escravos, e há quem defenda ser ela o resultado do encontro entre as culturas negra e índia. Apesar de frequente no litoral, o coco teria surgido no Quilombo dos Palmares, a partir do ritmo em que os cocos eram quebrados para a retirada da amêndoa. A sua forma musical é cantada, com acompanhamento de um ganzá ou pandeiro e da batida dos pés. Também conhecido como samba, pagode ou zambê, o coco originalmente se dá em uma roda de dançadores e tocadores, que giram e batem palmas.

Já o lundu foi o primeiro gênero afro-brasileiro de canção popular. Originalmente era uma dança sensual praticada por negros e mulatos em rodas de batuque, fixando-se como canção apenas no final do século 18. Posteriormente, no século 19, com harmonização erudita, chegou aos salões das elites cariocas. Contudo, o ritmo desapareceu no início do século 20, ou melhor, misturou-se ao tango e à polca e deu origem ao maxixe ). Este apareceu entre 1870 e 1880, como dança, e tornou-se gênero musical por volta de 1902.

Apesar de o tambor e os instrumentos de percussão, em geral, serem bem conhecidos dos portugueses, foram os africanos que introduziram no país a maior variedade que deles existe hoje, além das danças que têm na percussão a sua essência, caso do Tambor-de-crioulo. Este compõe-se de uma série de cantos e dança, ao som de triângulo, cabaça e tambores.

Além do folclore 

Se os ritmos anteriormente mencionados, por sua origem popular, rural e localizada em determinadas regiões, têm caráter explicitamente folclórico, talvez não se possa dizer o mesmo de um ritmo como o chorinho. O Chorinho surge no Rio de Janeiro, então capital federal, e deriva de uma interpretação da polca. Tornou-se popular, junto com as modinhas, por volta de 1870, com conjuntos que acompanhavam serenatas com violão, cavaquinho e flauta. É cultivado até os dias de hoje, tanto que em São Paulo e no Rio de Janeiro há casas noturnas especializadas em chorinhos ou que oferecem alguma noite da semana especificamente a este gênero.

O samba deriva de diversos ritmos africanos e seu nome vem da palavra "semba", que quer dizer "umbigada", ou dança de roda onde os participantes se tocam pela barriga. Ao longo do século 20, o samba evoluiu e ganhou várias formas, como o samba-canção, o samba de breque, o samba enredo e, mais recentemente, o pagode. Como se disse antes, o samba tornou-se um símbolo do Brasil e sua maior expressão se dá no carnaval, em especial do Rio de Janeiro e, mais recentemente, também em São Paulo.

A bossa nova também não pode deixar de ser mencionada entre os ritmos brasileiros, inclusive por seu prestígio internacional. Bossa nova foi o nome dado a um movimento musical lançado no Rio de Janeiro no fim dos anos 1950, por cantores e compositores de classe média. Suas características mais marcantes foram dadas por João Gilberto que integrava melodia, harmonia e ritmo e uma maneira mais intimista de cantar. As letras extraíam seu lirismo do cotidiano. Além do já citado João Gilberto, teve como seus maiores expoentes Tom Jobim e Vinícius de Moraes .


Fontes: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/cultura-brasileira/ritmos-do-brasil-samba-frevo-maracatu-forro-baiao-xaxado-etc.htm / https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/dancas-brasileiras

quinta-feira, 6 de maio de 2021

DANÇA INDÍGENA: Aspectos e principais danças

 Aspecto cultural


dança indígena tem o objetivo de realizar rituais que podem ser por várias razões, como: fazer homenagem às pessoas mortas, agradecer pela colheita, pesca, além de outros motivos. 

Dessa maneira, entende-se que a dança indígena possui intenções diferentes de outras danças porque é uma prática que abrange rituais e costumes. 

A singularidade da dança indígena 


dança é uma ato artístico que envolve a expressão corporal, realizada por diversos movimentos. Essa ação pode ser acompanhada por música de diferentes ritmos. Dançarinos usam esse artifício para, na maioria das vezes, executarem apresentações sejam em teatros, ruas, ou em outros lugares.

Ao tratar da dança indígena entende-se que ela possui uma singularidade comparada a outras danças brasileiras ou qualquer outro estilo. Os índios realizam esse ato com o objetivo de praticar um ritual. Os intuitos são os mais variados, como: espantar maus espíritos, expulsar doenças, agradecer a colheita, a caça, marcar mudança de fase do jovem para a idade adulta, dentre outros motivos. 


                        A dança indígena objetiva realizar rituais. (Foto: Agência Brasil)


A dança indígena é realizada tanto pelos homens, quanto pelas mulheres. É comum que eles utilizem adereços para praticar os rituais. Os mais conhecidos são: amuletos, símbolos, instrumentos musicais, além de outros itens. A depender do objetivo do ritual, as peças podem variar. 

As danças mais conhecidas


Existem diversas danças praticadas pelos indígenas no Brasil. No entanto, algumas tornaram-se mais conhecidas. Duas delas são: toré e o Kuarup.

Kuarup

No Brasil, uma das danças mais conhecidas e praticadas pelos índios é o Kuarup. Ele foi é um ritual celebrado pelos indígenas do Alto do Xingu, com a finalidade de fazer homenagens às pessoas mortas. Essa prática é fundamentada a partir da imagem de um deus chamado de Mawutzinin

O Kuarup, em resumo, é uma dança que tem a finalidade de trazer aqueles que morreram à vida. No começo da celebração, os índios recebem com danças outros indígenas de outras aldeias. Após isso, eles cortam um troco chamado de Kuarup e nele são feitas decorações específicas. 

Obs.: a dança indígena Kuarup tem vários estágios. Mas o final é marcado pela ação dos índios laçarem o tronco às águas. 

Toré

Não apenas o Kuarup, mas o toré também é visto como um dos rituais mais conhecidos. Essa dança está associada a união entre os índios da região nordeste do país e a cultura de diversos povos indígenas. A tabela abaixo apresenta nomes e os locais em que habitam.

Povos indígenas

Região

Xukuru-kariri

Localizados em Palmeira dos Índios, no estado de Alagoas.

Pankararú

Situados nos municípios de Tacaratu e Petrolândia que ficam no estado de Pernambuco. Também estão na cidade de Bom Jesus da Lapa, no estado da Bahia.

Pankararé

Índios localizados em Nova Glória e Glória, ambos no estado da Bahia.

Kariri-xocó

Centralizados no Porto Real do Colégio, no estado de Alagoas.

Tuxá

Povo indígena situado no município de Ibotirama e de Rodelas, os dois estão no estado da Bahia.

Geripancó

Índios da região do estado de Alagoas.

Kiriri

Grupo que habita nos limites dos municípios de Ribeira do Pombal, Quijingue e Banzaê, na Bahia.

Kantaruré

Índios que habitam no município de Glória, no estado da Bahia.

Pataxó

Extremo sul do estado da Bahia e ao norte de Minas Gerais;

Tumbalalá

Estado da Bahia, entre as terras dos municípios de Abaré e Curaçá.

Tupinambá

Grupo indígena localizado na Bahia.

Wassu Cocal

Distribuídos geograficamente no estado de Alagoas.

Pataxó Hã-hã-hãe

Indígenas localizados na região fazenda Baiana e Terra indígena Caramuru-Paraguaçu, no sudeste do estado da Bahia.


Danças folclóricas


folclore brasileiro reúne várias danças que são de origem indígena. São exemplos: cateretê, caiapós, cururu e jacundá.

Cateretê

Cateretê é uma dança do folclore brasileiro que teve origem da dança indígena. Nesse estilo, as performances são realizadas a partir da formação de duas filas, uma só de homens e a outra de mulheres. Ao som de palmas e bate-pés os dançarinos realizam a apresentação. O  cateretê é muito conhecido nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. 

Caiapós

A dança caiapós, por sua vez, é formada a partir de duas figuras centrais: O curumim (menino em tupi guarani) e o cacique. Na dança, o menino interpreta que está sendo perseguido por um homem branco e morre. Os demais dançarinos ficam em torno dele. A partir de então entra a figura do cacique que dança ao redor do difundo até ressuscitá-lo. 

Cururu

O cururu é outra dança de origem indígena e a performance abrange a participação exclusiva de homens. Os dançarinos formam duas filas indianas. A máxima da apresentação ocorre no momento em que chega o Divino e quando o cururueiro canta e faz saudações por conta da chegada dele. Esse estilo é típico das regiões do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas teve origem em São Paulo.

Jacundá

Já o estilo jacundá é uma dança do folclore brasileiro que é formada a partir da dança de roda. Para iniciar apresentação, as pessoas criam um círculo e dois dançarinos ficam no meio. A dupla ao mesmo tempo que dança no centro da roda, tenta sair dele. 

As pessoas que formam a roda não podem deixar a dupla sair. Mas, caso ocorra, quem permitiu deve entrar na roda e dançar no lugar.

Mais dança indígena


Existem várias danças indígenas que os índios brasileiros executam. Uma delas é a Atiaru.

Dança Atiaru

A Atiaru é uma dança indígena bastante conhecida. Ela é realizada a partir do entardecer e é composta por homens e mulheres. Dois índios iniciam a dança. Eles normalmente utilizam adereços, como: chocalhos nos tornozelos e cocares com penas, além de carregam em uma das mãos a flauta yapuru. Durante a dança, com o som de chocalhos, o índio coloca uma das mãos sobre o ombro do outro e desenvolve passos para a direita e esquerda. 

Outro dois índios participam da dança, onde ficam sentados ao lado da cabana comunitária denominada de “maloca”. Os dois primeiros índios saem em direção a maloca acompanhados cada um, por uma índia. Elas, por sua vez, seguem com uma das mãos colocadas no ombro do parceiro. Os demais que participam dessa dança indígena executam o mesmo do ritual.


Fonte: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/danca-indigena

Danças Africanas: Tipos e Características

 As danças africanas integram a extensa cultura do continente africano e representam uma das muitas maneiras de comunicação cultural.

Esse tipo de manifestação é de extrema importância para o seu povo, constituindo parte essencial da vida.

É uma maneira de estarem sempre conectados com seus antepassados e carrega uma poderosa carga espiritual, emocional e artística, além do entretenimento e diversão.

Apresentação de Dança Africana em Porto Elizabeth, África do Sul

Características das Danças Africanas

As danças africanas tradicionais são realizadas em ocasiões importantes. Destacam-se as cerimônias em rituais de passagem, nascimento, casamento, morte, colheita, guerra, alegria, tristeza, doenças e agradecimentos.

Apesar de o continente africano ter uma grande extensão com diversos países e culturas diferentes, podemos destacar como pontos comuns na dança da maioria dos povos africanos:

  • a organização em círculos, semicírculos ou fileiras;
  • a participação de todos, independente da idade ou escala social na comunidade;
  • o acompanhamento de música produzida pelo som de instrumentos de percussão e batuques de tambores.

A partir do estilo de dança africano evoluíram ritmos hoje bastante conhecidos pelo brasileiro, como a capoeira e o próprio samba.

Dança Africana e Religião


Na cultura africana, os pés são um importante elemento de conexão entre o ser humano e o mundo espiritual

Na visão da maioria dos povos africanos, a dança é uma importante fonte de conexão religiosa. Nela, o corpo é o instrumento de ligação com o mundo dos espíritos.

Há a crença de que, dependendo do ritual, a dança deve ser executada com os pés descalços para promover a ligação do espírito com a terra.

O ritmo é considerado elemento de passagem para o mundo espiritual para onde o participante é levado após um transe.

Entre os muitos ritmos de origem africana, podem ser destacados: o ahouach, o guedra, o schikatt, a gnawa, a kizomba e o semba.

Ahouach

O ahouach é dançado coletivamente ao ritmo de berbere e representa a unidade da comunidade.

A coreografia é executada com o sacolejo dos corpos de bailarinos que carregam pesadas joias talhadas em pedra e âmbar.

O acompanhamento é feito por instrumentos como flautas e tambores confeccionados em pele de cabra. Em geral, é executada no centro e no sul da África.


O guedra é realizado pelo “Povo Azul” do deserto do Saara. Essa manifestação cultural engloba as populações da Mauritânia, Marrocos e Egito.

Essa é uma dança ritualística em que as pessoas movimentam-se em agradecimento aos elementos da natureza: terra, ar, água e fogo. É caracterizada pelo toque de tambores a embalar bailarinos trajados de azul e branco.

Schikatt

Também de origem marroquina, o schikatt é semelhante à dança flamenca. Nesse ritmo, os bailarinos revelam movimentos com influência oriental e árabe.

Adornadas de véus coloridos que cobrem todo o corpo, as bailarinas também se cobrem de joias enquanto balançam sob o som de palmas e instrumentos de percussão. Essa é a dança erótica da mulher do Marrocos.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Danças urbanas: conheça a origem e história desta manifestação cultural

 As danças urbanas estão presentes nas ruas, guetos e até na mídia. Cada vez mais popularizada, teve sua origem nos Estados Unidos, na década de 20.

As danças urbanas estão presentes nos guetos e centros urbanos das cidades. Também aparecem na televisão, nos clipes, novelas, filmes, desenhos e academias. Assim como as coreografias do Tik Tok, performances urbanas estão mais popularizadas e ganhando novos adeptos.

Portanto, são manifestações culturais da força e identidade de grupos sociais. Mas também reúnem  força e aceitação. Assim, elas têm grande papel na sociedade, de caráter pessoal e coletivo.

E essa grande expressão é registrada através dos movimentos. A dança urbana foi a primeira manifestação corporal do emocional humano.

Assim como outras danças, as danças urbanas também seguem regras próprias. Mas a liberdade em execução dos passos é a essência deste estilo.

Afinal, qual a origem das danças urbanas?

As origens das danças urbanas são diversas. Uma delas ocorreu nos Estados Unidos, no século 20. Era uma manifestação dos artistas de rua, que estavam desempregados. Então, eles começaram a se apresentar nas ruas.

Assim, muitos dançarinos negros no país se inspiraram no sapateado dos irlandeses. E criaram novos passos, de percussão com os pés, que foram batizados de “tap americano”.

Portanto, este estilo se popularizou em toda os Estados Unidos, entre as décadas de 30 e 60, época em que ganhou o termo de Street Dance, em Los Angeles.

Lá, dançarinos reproduziam o estilo de dança  urbana locking. Com o passar dos anos, outros estilos foram surgindo, como o breakdance, popping e free style.

História das danças urbanas no Brasil

Na década de 80, as danças urbanas começaram a se popularizar no Brasil. O sucesso de videoclipes de artistas norte-americanos, e filmes como “Beat Street” e “Breakdance” fizeram sucesso com a street dance.

Quando tiveram sua estreia no Brasil,  todos esses estilos de dança e a cultura hip hop ganharam fama como um todo. Incluindo a dança, música, o grafite, entre outros elementos. Desde então, a manifestação cultural soma novos adeptos.

Mas somente em 2006 que o nome “danças urbanas” só começou a ser utilizado. Tudo por causa da necessidade em substituir o termo “danças de rua”.

De acordo com  dançarinos, esse termo levava a várias pessoas o uma visão negativa das danças urbanas.  E por isso houve muito preconceito no país.

Quais os principais estilos de danças urbanas?

Muitas pessoas acreditam que as danças urbanas tratam-se de um estilo só. Mas há diversas vertentes praticadas pelos dançarinos. Veja abaixo quais são os principais.

1. Breakdance

O breakdance integra o hip hop uma subcultura própria que une dança, música, moda e o grafite. Surgido em Nova York nos anos 70, era manifestação alternativa de jovens para não entrar em gangues de rua. O breakdance é utilizado como diversão ou competição no mundo.

2. Free Style

Faz parte da cultura rap free style, tem letras improvisadas do rapper, expressando o que sente sobre determinado assunto. Já a dança exige que os praticantes tenha estilo e expressão pessoal. Para fazer essas danças, é preciso bastante grande apoio no chão. Porque os movimentos mudam de nível.

3. Popping

É um estilo originado do funk. Assim, a dança usa a técnica de rapidamente contrair e relaxar os músculos para causar um empurrão no corpo do dançarino. Esses movimentos são referidos como um pop ou uma batida. A dança urbana segue o ritmo de uma música em conjunto com vários movimentos e poses.

4. Locking

Também associada ao hip hop, a locking é oriunda da Dança Funky, em especial de um passo social chamado Funk Chicken. Os Lockers, praticantes da dança, vestem-se com um estilo próprio. Assim, usam roupas coloridas com listas e suspensórios. O nome Locking significa “bloquear” ou “trancar” os movimentos,

5. Wacking/Punking

Vertente do Locking, o Wacking/Punking começou a ser feita em clubes, como uma espécie de brincadeira. Assim, os participantes imitavam casais brigando, mas sem se tocar. Ou seja, é a simulação de uma briga, mas em forma de danças.

6. Dança Urbana Vogue

Se popularizou nos anos 80, nos clubes gays dos Estados Unidos. Ela se caracteriza por posições movimentos corporais definidos por linhas e poses. Em 1990 o estilo ganhou fama quando foi apresentada pela cantora Madonna em seus shows.

7. House Dance

De origem nos clubes de Chicago e Nova Iorque. A dança inicialmente seguia as batidas da chamada house music. Os elementos principais da dança são “Footwork” e “Jacking”. Portanto, é um estilo, dentro das danças urbanas, mais improvisado do que coreografada. Tem movimentos de pernas rápidos, combinados com o tronco.




Fonte: https://www.dci.com.br/dci-mais/noticias/dancas-urbanas-origem/55811/